segunda-feira, 30 de maio de 2016

Nenhum de nós hoje e sempre



Hoje e sempre é o décimo primeiro trabalho de studio dos gaúchos do nenhum de nós, que ao contrario da maioria da geração "rock brasil" dos anos 80, ainda tem lenha pra queimar e não fica apenas requentando o café, oops, o chimarrão.

A prova disso é o mais recente álbum, que trás o rock grande do sul em sua melhor forma. Fugindo do rotulo de banda de uma musica só, o nenhum de nós brindou os amantes do bom e nada velho pop rock nacional, com um discaço no melhor sentido da palavra. 

São dez faixas, mas ao contrario do que dizem os "especialistas em musica", a audição não se torna cansativa, já que cada canção tem uma pegada rítmica e melódica diferentes entre si.

O que unidade ao disco como sempre é a qualidade das letras, marca registrada do grupo e que muitas vezes passa batido, já que Renato Russo e Cazuza ofuscaram muitos letristas de igual competência, mas sem o mesmo reconhecimento como é o caso de Teddy Correia cantor e principal letrista da banda, que na opinião deste que voz escreve, é o melhor cantor do rock nacional e um dos melhores da musica brasileira.

Mas, voltemos às letras de hoje e sempre. Os versos de abertura do álbum, já revelam qual o tema central nesse trabalho a realidade que muitos chamam de pessimismo, esta em todos os momentos do álbum, mas de cara ouvimos os versos: "pena que perdemos tempo a escutar, musica sem emoção, musica sem sentimento", o que nos faz pensar se ainda vale a pena gastar tempo escrevendo sobre musica, cinema e HQs, numa época em que ninguém mais lê e o tchu tchatcha domina as mentes da maioria.

Mas logo na seqüência, na mesma canção os versos "e de repente se você encontra alguem pra te mostar a beleza de tudo é um milagre", um fio de esperança faz com que agente se lembre de nem tudo anda perdido e que é possível ter esperança em dias melhores, mesmo que os dias de hoje não nos façam crer nisso.

Alem disso, é bom ouvir um trabalho musical focado na musica, sem frescura, rock cru e direto. Mesmo nas baladas, nos momentos românticos não dá pra não ficar tocado com a sinceridade musical de uma banda com trinta anos de carreira e consegue soar atual mesmo quando busca influencia nos anos 60 com pianos eletricos e órgãos harmonds utilizados pelos beatles a exaustão mas que nunca perdem o charme.

Quem é fã antigo do nenhum de nós como eu, fica procurando as formulas, que fizeram da banda o que ela é, e percebe que elas ainda estão lá, mas de forma mais econômica, como o acordeom (sanfona), que eles trouxeram para o rock ainda nos anos 90 e os tornou uma das poucas bandas nacionais, que pode ostentar o rotulo de rock nacional sem que isso soe piegas.

Em suma, é um dos poucos trabalhos recentes de um grande nome da musica brasileira, que vale a pena ser conferido, principalmente se você, não "perde tempo ouvindo musica sem emoção, musica sem sentimento" e anda meio desanimado com a musica feita no Brasil hoje e sempre é uma boa pedida pra desintoxicar os ouvidos.


Artista: Nenhum de Nós

Lançamento: 16 de junho de 2015

Gravadora: DeckDisc

Gravado na serra gaúcha no inverno de 2014, o novo álbum do Nenhum de Nós teve produção de JR Tostoi e mixagem de João Milliet.


Onde comprar

R$19,90 - ‎Disponível

Musicas:
01 – milagre
02- descompasso
03- foi amor – participação especial Roberta Campos
04- total antenção
05- perferita companhia
06 – se você ficar um pouco mais
07- caso raro
08 – colhendo tempestades
09- amanhã
10 – estrela do oriente

sábado, 16 de abril de 2016

Superman O Rei do mundo



Ola nerds amigos e compatriotas. Mais um domingão do markão esta no ar e na hora de seu café da manhã ou de curar a ressaca do sábado a noite. Continua a nossa empreitada, na busca de fugir da mesmice do blogs nerd que só fazem resenha de HQs, filmes e musicas que já foram resenhadas milhares de vezes, por milhares de blogs, vlogs e podcasts.
Hoje gostaria de aproveitar o rastro do lançamento de batman vs superman, para dar uma sugestão de HQ que se bem adaptada, daria um grande filme, ou não. Afinal sonhar não custa nada. E sem mais delongas(adoro escrever delongas) com vocês................

Superman O Rei do mundo

 Não entro em uma sala de cinema, desde o lançamento de o retorno do rei, que para os não iniciados no mundo nerd, trata-se da ultima parte da trilogia o senhor dos anéis.

Experiência que muito me frustrou, devido a recente morte dos bons modos e da educação no Brasil, tornou-se inviável assistir a um filme no cinema sem que a cada cinco minutos alguém atenda o celular, ou levante para buscar mais (vou cobrar pelo jabá) coca cola.

Por essa razão, ainda não assisti a batman vs superman. Então não tenho como dar opinião, mas não pude ficar alheio as polemicas que cercaram o lançamento da película, mais precisamente a respeito da qualidade do roteiro.



 Então isso me levou a escrever este post, com objetivo de abordar uma HQ que envolve tanto superman, quanto batman e todos os heróis da DC em um embate memorável. Sem duvida daria um roteiro bem melhor do que o que andei ouvindo falar de batman vs superman.

Duvida? Então vamos lá! Sinopse da bagaça:

Atormentado por “sonhos premonitórios” que mostram o fim do mundo em uma hecatombe nuclear, superman, começa uma cruzada para eliminar todas as armas nucleares da face da terra, para “salvar a humanidade dela mesma”.

Isolado em sua fortaleza da solidão (só podia estar isolado na acha?), Kal-el se autoproclama o rei do mundo, hackea todos os satélites para monitorar a terra 24 horas, cria um exercito de robôs e num ato extremo, destrói todo o arsenal nuclear do planeta jogando-o no sol.


 
  

VIVA! PAZ NA TERRA! SUPEMAN AMADO POR TODO O PLANETA!


Nada disso meu bom. Acusado de tirania, superman se vê obrigado a enfrentar as maiores potencias da terra e (você estava se perguntando cadê o batman né?) a liga da justiça, comandada pelo homem morcego.

Durante os acontecimentos, superman descobre que na verdade estava sendo manipulado pelo vilão Domino,s que implantou em “os sonhos premonitórios” alem de forçá-lo a tomara estranhas decisões como interferir na política terrestre, coisas que havia jurado jamais fazer.


 
  
Paremos a sinopse por aqui. Se você não leu, leia. Procure vasculhe escave os sebos atrás de o rei do mundo sem duvida é uma das grandes HQs de todos os tempos. Só não sei dizer se foi republicada no brasil, mas deveria (?!viu panini!?) e como duvido que alguém da DC ou da Warner leia o geléia gerais, dificilmente veremos o rei do mundo na telonas.


 

De toda forma estórias como esta, servem para mostrar que em seus 76 anos de existência, tanto superman como batman, possuem uma cronologia, recheada de grandes estórias e de estórias meia boca também é claro nada é perfeito.

Mas, são os momentos eternizados nos quadrinhos que devem ser levados em conta. Afinal é dos gibis que estes personagens vieram e é lá onde eles “existem de verdade”.

E não vai ser a falta de visão dos que produzem a tal sétima arte, que abalara a reputação de dois ícones da cultura popular, que como disse uma vez o mestre Frank Miller, vão durar para sempre.

O que pode ser muito bom. Afinal mais vale uma HQ brilhante na estante, do que um filme medíocre no cinema. Pra terminar, fichinha técnica de O Rei Do Mundo.




 Titulo: superman o rei do mundo
Lançamento nos estados unidos: 1999
Editora: DC comics

Lançamento no brasil: 03 de março de 2000
Editora: abril jovem

Roteiro: norm breyfogle, joe rubstein,stuart immonen, mark millar

Desenhos: mark millar,doug braithwaitsean philips





Revistas:
superman 41,
superman o homem de aço 13,
superman 42,
superman o homem de aço 14,
superman 43,
superman o homem de aço 15,
superman 44,
superman o homem de aço 16,
superman 45, 
superman o homem de aço 17.

Pois é missão cumprida, mais um gibi não muito badalado foi  destrinchado e domingo que vem agente volta com mais nerdices edificantes.

Namastê!



sábado, 9 de abril de 2016

O falsificador.

por: markos paullo


Joshua é um adolescente, morador de rua, que tem um grande talento para a pintura, mas devido a seu temperamento explosivo, vive se metendo em problemas com a lei. 

Após invadir uma mansão, Joshua é preso por invasão e acaba sob custodia de uma assistente social, que começa a investigar o paradeiro da mãe de Joshua e a procurar uma forma de tirá-lo das ruas.

Enquanto isso Everly Campbel o dono da mansão que joshua invadiu e que na verdade é um vendedor de falsificações de quadros raros, descobre que uma de suas “obras” que estava incompleta havia sido misteriosamente terminada. Conclui também que só poderia ter sido trabalho de joshua.

Como a pessoa que antes fazia as falsificações, havia deixado de trabalhar com Everly Campbel, Ele decide retirar joshua da cadeia e treina-lo para ser seu novo falsificador, sob o pretexto de ajuda-lo a  melhorar de vida tornando-se seu tutor. Começa ai uma estória que mostra muito, da face oculta do glamouroso mundo dos colecionadores de arte.

Mas, não vou contar o filme todo só vou publicar a ficha técnica no fim do post como sempre faço. O que eu que eu quero mesmo é externar uma conclusão a qual cheguei depois de assistir a o falsificador.

Recentemente, lendo jornal me deparei com uma matéria sobre o lançamento de um livro, que abordava um tema nada usual em mesas de bar seja no brasil, ou no resto do planeta água, oops! terra. Ou seja, o roubo de obras de arte e o tipo de coisa que o dinheiro conseguido com estes roubos financia.

Pouca gente (sabe incluindo as autoridades de países subdesenvolvidos como o Brasil), mas o roubo de peças de arte é um dos três meios que grupos terroristas e cartéis de droga, usam para levantarem fundos e assim manter suas operações.

Como assim?

É simples, quando você rouba dinheiro, ou joias cama muito a atenção de órgãos de segurança como a policia, mas se você rouba um quadro por exemplo é tratado como roubo de menor importância. Afinal de contas, “esse negocio de arte é coisa de gente rica que não tem com o que gastar seu dinheiro e em vez de ajudar os que precisam, preferem comprar quadros, vasos, estátuas estas frescuras de gente rica”.

Perceba que as aspas, foram para mostrar minha discordância com tal preconceito. Continuemos.

O fato é que sabendo disso, muitos bilionários, sheiks árabes e políticos mundo afora, buscam sempre ampliar suas “coleções” com itens raros e que muitas vezes são dados como desaparecidos ou mesmo destruídos.

Daí surgem mercenários que por quantias interessantes, se passam por caçadores de relíquias, descobrindo o paradeiro de obras que tanto comichão provoca nos nobres “colecionadores” mercenários estes, que na maioria dos casos, são membros de grupos terroristas cartéis de drogas como bem disse anteriormente.

E isso não é delírio, Interpol, cia, fbi; todas essas agencias possuem toneladas de provas coletadas em décadas de investigações feitas ao redor do globo. Mas, você deve estar se perguntando, onde entra o falsificador nessa conta? Eu chego lá. É um processo de interligação. Acompanhe meu raciocínio.

Um cara rico compra um quadro muito raro, nas mãos de um vendedor de arte, que milagrosamente, consegue encontrar peças de arte que muitos dão como impossível de se encontrar, pela mixaria de cinco milhões de dólares.

Ai, sua casinha é invadida. E a única coisa que é roubada é seu raríssimo Picasso de cinco milhões, que teoricamente ninguém saberia de sua existência, já que o cara rico pediu sigilo ao vendedor de arte.

Logo na sequência, o mesmo grupo que invadiu a casa do cara rico, vende o Picasso para um cara mais rico ainda, que paga sei lá, quinze milhões pelo quadro. O grupo de ladrões/cartel de medelim/alceada, pega os quinze milhõezinhos e gasta tudo em fuzis, pistolas e metralhadoras.

Pra terminar, outro grupo invade a casa do cara mais rico ainda, rouba o Picasso e depois o revende para outro cara muito mais rico ainda e assim o ciclo nunca para. No fim das contas, chegamos à conclusão, que tanto faz se é em nome de Alá, do dinheiro fácil ou do tal gosto refinado. No final das contas o ser humano não vale é nada.

Só que alguém sai dessa sempre no lucro. É claro que falo do falsificador. Afinal quantas dessas obras “raríssimas” serão verdadeiras e quantas, serão replicas tão perfeitas e  capazes de enganar até estudiosos e especialistas renomados, que acabam sempre atestando a autenticidade das peças (ou sera que os especialistas também fazem parte do jogo?) tornando esse crime num crime perfeito.

De toda forma, acaba sendo bom quando algo tão trivial quanto um filme, consegue provocar reflexões com este pequeno momento dedutivo/investigativo/shelock que eu tive durante a uma hora e trinta minutos de o falsificador. Só espero que se você estiver lendo este post e for um amante e colecionador de arte. Bom agora que você já pagou, por esse raríssimo Frida calo na sua parede e não é simpatizante de nenhuma causa homicida e nem do crime organizado. Que tal reforçar sua segurança?

Lembre-se! Para a policia seu quadro é só um quadro, mas para outras pessoas, seu quadro é a mina de ouro, que vai financiar desde o trafico de armas e cocaina, até aquele carro bomba que vai explodir na porta de alguma escola no sei-lá-oque-quistão. Na verdade comprar dvd pirata parece ser bem mais honesto e seguro agora né?

pra terminar a nossa idefectivel ficha tecnica: 


Titulo : o falsificador
Data de lançamento: 3 de julho de 2012
Dirigido Por: Lawrence Roeck
Elenco:Alfred Molina, Lauren Bacall, Josh Hutcherson, Heyden Panettiere
Link do youtube:









Domingo que vem agente volta com mais nerdices edificantes para vocês!

Namastê




 

domingo, 3 de abril de 2016

LEGIÃO URBANA CINCO “o maior segredo é não haver mistério algum”



Ola nerds amigos e compatriotas! Estamos de volta, uma semana depois da páscoa, da estréia de batman vs superman (que será tema de nosso primeiro podcast) e ainda na D-tox dos chocolates., mas, nossa cruzada nerdistica continua firme e forte. Como disse no ultimo post, criei este blog para falar de nerdices, mas principalmente de HQs. Mas, nem só de quadrinhos vive um nerd e musica é alimento da alma. Então hoje quero falar de um álbum que faz parte da minha vida de forma impar, tanto como fã e ouvinte como na minha formação musical. Aberturinha de praxe e então vamos nós: com vocês............

Legião Urbana Cinco 
“o maior segredo é não haver mistério algum”
renato russo


Acho que era dezembro de 1990, mas como sempre posso estar errado. O que importa é que eu andava numa deprê daquelas, coisa de adolescente apaixonado. Tinha passado uma semana meio complicada e numa noite de sábado comendo hambúrguer com meu amigo Vinicius pia (o sobrenome dele era piatan), ouvi no radio do bar os seguintes versos:


“sempre precisei de um pouco de atenção, acho que não sei quem sou só sei do que não gosto”!

___ Isso e legião?Isso e legião? Isso e legião? Gritava eu em êxtase, como se tivesse achado uma nota de cem, apesar de cem cruzados (o dinheiro da época) mal dava pra comprar um gibi e eu tenho alguns pra provar isso.                                         

O cara que fritava nossos hambúrgueres, não entendeu nada.                                                

No mínimo deve ter pensado: “eu hein e claro que e legião, a voz e do Renato russo seus boiólas”, mas não disse nada pra não ser grosso com os fregueses.

O que o chapista não sabia, era que para nós (e pra um monte de gente), legião urbana fazia (e ainda faz) parte integral do dia-dia. Cada disco, letra e ate uma entrevista; já era motivo pra provocar frenesi e dar a sensação alivio para os ouvidos.                

Então, quando você esta vivendo um momento difícil na vida (há! A adolescência!) e ouve o novo single de sua banda preferida, às coisas finalmente começam a clarear.                                             Oba! A legião esta de volta e agora vou ter algo pra aliviar meu sofrimento.                              

Era assim que pensávamos na época, mas você deve estar querendo saber, onde eu quero chegar?                                          

Eu quero mostrar, a importância de boa musica na vida de uma pessoa.                                         Os tais versos de que falei no inicio, são do teatro dos vampiros e faz parte do quinto disco de Renato russo e cia.

Em tempos sem downloads (é amigos, internete nem sempre existiu), tínhamos de esperar uma musica tocar no radio, grava-la numa fita cassete (da um google) e esperar o disco chegar às lojas pra poder comprar (camelô naquela época só vendia pipoca, balas e pilhas), mas a espera valia a pena.                                 

O álbum V (cinco em numeral romano mesmo) foi um desses casos de espera recompensada. Quando eu adquiri meu exemplar, tive uma sensação de estar degustando um bom vinho. Como sempre fugir dos padrões, foi à tônica do trabalho de  Renato Russo e seus asseclas.                

De cara, o disco abre com uma canção em português arcaico (muito parecido com espanhol) e um arranjo cheio de solos de violão flamenco, com uma toada épica.O nome da musica? “love song”.                                     


Na seqüência vem “metal contra as nuvens”, uma musica de onze minutos, com uma narrativa medieval, mas tratando de temas importantes em qualquer época; seguida por um instrumental de seis “a montanha mágica” (nome de um livro genial) e um blues que só poderia ter sido tocado por brancos.

É claro que V ficou no prato do meu toca discos por semanas, foram tantas audições, que sem duvida é um dos álbuns essenciais e nunca pegou uma grama de poeira na minha estante.
Não vou nem falar do resto do CD pra não ficar alongando o texto (odeio tese de mestrado), mas só posso dizer que este disco, mudou minha forma de pensar a musica e do fazer musica. Foi quando percebi que rock não é gênero, mas sim uma forma de expressão.

Canções longas e letras quilométricas, já eram criticadas na época com argumentos de que o publico não tinha paciência para musicas com mais de três minutos, mas das dez musicas mais ouvidas naquele ano, quatro foram do disco V e todas tinham mais de quatro minutos.

Você já ouviu coisa parecida por esses dias? Pos é o tempo passa, mas as mentiras continuam as mesmas.

Renato Russo brilhou com um disco progressivo, em meio ao reinado de guitarras distorcidas de Guns in Roses e Nirvanas, sem gritos e sem afetação.

Enquanto o excesso de cores, ruídos e trejeitos era regra na musica dos anos 1990 uma capa belíssima apesar de simples, fazem deste CD, um dos mais importantes para uma década que precisava de um trabalho marcante como este, já que passávamos pela primeira onda de “sertanejos”, axés e do “funk carioca”.

Não, não estou falando de hoje por incrível pareça, mas o bom e velho Rock in Roll sempre vem nos salvar.        


Em resumo, ouvindo este disco da pra ver  que a musica brasileira (apesar do momento atual) sempre foi capaz de produzir grandes artistas, em pequeno numero é verdade, mas mesmo assim essa minoria da qual a legião urbana faz parte, acaba sendo a que serve de inspiração para ouvidos cansados, que quando vão à caça de novidades, acabam esbarrando com elas nas coisas do passado.

Se você por acaso estiver lendo este texto e tem menos de 30 anos, mas já ouviu falar de legião urbana; não fique intimidado de sair um pouco da mesmice musical que assola o Brasil e pedir para ouvir aqueles cds que o tio Luis ouve.

Você vai perceber que apesar dos Luans Santanas da vida, romantismo poder ser feito sem rimar amor com dor, ou com um manual de frases feitas do lado, e que é possível ser romântico sem ser piegas.

Tudo isso com bons arranjos, letras criativas, guitarras distorcidas, bandolins e muita poesia. Você vai descobrir também que Renato Russo estava certo a respeito da vida: “o maior segredo, é não haver mistério algum”!          

Pra encerrar fichinha técnica:


Artista: legião urbana
Nome do álbum: V
Ano de lançamento: 1991
Gravadora: EMI odeon
Produção: mairton bahia

Legião urbana:
Renato Russo: violão, voz, teclados e letras
Dado Villa Lobos: guitarras e violões
Marcelo Bonfá: bateria

Faixas:
  1. Love Song
  2. Metal Contra as nuvens
  3. A ordem dos Templários
  4.  A montanha mágic
  5.  O teatro dos vampiros
  6.  Sereníssima
  7.  Vento no litoral
  8.  O mundo anda tão complicado
  9.  Lagê D´or
  10.  Come shere my life


PARA REFLEXIONAR



“A IGUINORANCIA É VIZINHA DA MALDADE”
Provérbio arabe

















Você já sabe né? Domingo que vem agente volta, com mais nerdices edificantes pra vocês.

Namastê!

sábado, 26 de março de 2016

Combate no reino eterno



Ola nerds amigos e compatriotas! esta no ar o "domingão do markão", com mais nerdices "edificantes" para quem se aventura por este humilde blog.

Já foram vários posts publicados desde a gênese do geléia gerais,mas só agora me dei conta que apesar de ter criado este blog para falar das minhas nerdices: musica, cinema e quadrinhos; já abordei alguns filmes, dois discos, mas nenhuma HQ(historia em quadrinho para os íntimos).

 Pode? Isto é imperdoável, mas cá estou eu para refazer este lamentável mal feito e para salvar a imagem deste que vos escreve.

Então vocês já sabem sem mais delongas com vocês............


Combate no reino eterno
(ou o dia em que thor e surfista prateado saíram na pancada por causa de uma mentira)

Em tempos de muito disse me disse, às vezes agente fica sem saber se a vida imita e vice versa, mas como este não é um texto filosófico (eu acho) vamos ficar apenas com o lado bom da vida que são os momentos de tirar o fôlego.

Eu pelo menos, acredito que para todo amante de quadrinhos, combate no reino eterno esta entre os momentos de tirar o fôlego que só um bom gibi pode proporcionar.

A prova de que estou dizendo a verdade, fica por conta da quantidade de vezes em que esta estória foi reeditada. Pelo menos no Brasil, lembro-me de duas edições memoráveis feitas pela editora abril que a publicou no numero sete da revista mensal Heróis da TV e mais tarde no numero dezesseis de grandes heróis marvel que era publicada de forma trimestral.

Devo confessar que não sou grande fã dos roteiros de stan lee (em breve explicarei o por que em de forma mais detalhada), mas devo admitir que neste caso (não isolado) o velho Stanley se sai muito bem.

Bom, então vamos parar de delongas (adoro escrever deloooongas) e falar da HQ em questão.

Em mais um de seus surtos psicóticos Loki como sempre pretende derrotar seu irmão thor e assim deixar o caminho livre para o trono de Asgard. Só que cansado de todas as surras que já levou do deus do trovão, Loki decide arranjar um lacaio para lutar em seu lugar.

Inicialmente ele pensa em enfeitiçar seres como o incrível Hulk, o Coisa e até Hercules, mas acabou esbarrando em empecilhos como não conseguir controlar a ira do Hulk, ou no fato de o Coisa ser apenas mortal ou atrair a ira dos deuses do olimpo.


Ai enquanto vasculha o universo, atrás de alguém para enrolar, Loki acaba esbarrando com a imagem do surfista prateado e nota que aquela criatura voadora, parece ser mais poderoso do que os “candidatos” ao cargo observados antes.

Então usando seus poderes, Loki vê todo o passado do surfista prateado e descobre que ele está preso a terra por uma barreira invisível que o impede de voltar para seu mundo e para os braços de sua amada.

Para saber da extensão dos poderes do surfista, Loki ataca, e durante a luta provoca a ira do surfista ao atacar os inocentes (que como sempre param para observar a batalha no céu de Nova York), mas só consegue ver toda fúria do surfista prateado quando decide medir forças com ele e percebe que esta diante de alguém cujos poderes vêm do próprio cosmo.

Convencido de que achara seu campeão, Loki destila seu veneno e convence o surfista prateado de que thor é um tirano, que deseja estender seu domínio para fora de asgard, e a terra, mundo que o surfista prateado jurou defender, quando se virou contra seu mestre (se não conhece a historia, vai ao google) era um dos alvos do “maldoso deus do trovão” que nada mais deseja alem de dominar todo o universo.

Convencido de que Loki diz a verdade, o surfista prateado decide ajuda-lo a livrar asgard das garras de thor, e o deixa leva-lo ao reino eterno para enfrentar thor, vencer-lo e alem disso ganhar a liberdade, já que Loki promete retirar a barreira que o impede de sair da terra.

Decidido a fazer justiça, o surfista prateado invade o jantar de confraternização de thor e seus guerreiros, para desafiá-lo, mas thor tenta contornar a situação convidando-o a participar do jantar, convite que o ser cósmico aceita na intenção de descobrir se thor era realmente o monstro que loki dissera.

Loki então decide fazer das suas. Controlando a mente de um dos guerreiros presentes, o deus da trapaça ataca o surfista prateado e ainda põe nos lábios do agressor as seguintes palavras: ”morte ao surfista, em nome de thor” e atira uma espada na direção do mesmo.

Não precisa nem dizer, que o caldo azedou não é?

Pois então amigos, da-se inicio a um dos maiores confrontos da historia das HQs de super heróis. E que como disse no inicio deste post, acabou tornando-se um dos momentos de tirar o fôlego dos amantes da nona arte.

Em um combate épico, entre outras coisas pela primeira vez, alguém desarmou thor separando-o de seu poderoso martelo e alem de levar ao deus do trovão a sua maior derrota e talvez a mais humilhante já em nenhum momento thor foi páreo para o surfista prateado.


Tudo isso, sob o olhar atento de odin, que observa a tudo impassívo e não demonstra o menor interesse em intervir, coisa de deuses sabe com é.

A coisa só não fica pior, por que ao ver como todos em Asgard, todos mesmo tentam proteger de seu ataque, o surfista começa a se perguntar se tomara a decisão certa e se não fora enganado por Loki. Daí em diante estória ganha outros contornos até seu desfecho que poderia ser mais emocionante, mas não ofusca o brilho desta HQ, que apesar de curta (39 paginas), é um dos grandes momentos da marvel comics.

Você deve estar se perguntando, por que eu decidi escrever justamente a respeito desta HQ, sendo que normalmente em blogs como este, costuma-se abordar sempre aquelas já batidas e conhecidas historias como: o cavaleiro das trevas(batman), a saga de venon (homem aranha) e guerra civil (marvel) só pra citar alguns exemplos.  

É elementar meu caro Watson!

O objetivo do geléia gerais, não é ser mais do mesmo. Por isso sempre faremos o caminho oposto, para não sermos, só mais um pontinhos verde dentro da lata de ervilha. Alem disso nem só de best sellers vive o leitor (de livros ou HQs) e muitas vezes grandes historias costumam passar batidas, mas não aqui.

Li e reli esta historia algumas vezes, tenho-a entre as preferidas da casa e sempre que posso coloco-a na minha pilha de gibis para ler no fim de semana, e se você que esta lendo este blog, ficou curioso vira e mexe ela aparece a venda nos mercados livres e e-beys da vida, sem contar os bons velhos sebos e se eu encontrar pára download, prometo publicar o link aqui.

No mais, esta ai um post sobre HQs. Prometo resenhar mais, sobre a nona arte principalmente sobre as estórias que não podem cair no esquecimento, de preferência aquelas que ainda não viraram filmes. Quem sabe assim elas viram hein?

“Santa arrogância Batman”

Pra encerrar, fichinha técnica:
 



Historia: combate no reino eterno
Roteiro: stan lee
Arte: john buscema
Arte final: sal buscema
Publicação no Brasil: heróis da tv numero 07 1982 e grandes heróis marvel numero 16 julho de 1987 ambas pela editora abril











Domingo que vem agente volta, com mais nerdices relevantes. Boa páscoa e namastê.





   




  


domingo, 6 de março de 2016

O campeão de Hitler



O campeão de Hitler
                                                                      por: markos paullo

A década é a de 1930, Max Schmelling (pronuncia-se ximélin) é um boxeador alemão, que enquanto o nazismo vai fincando suas raízes na Alemanha e fazendo o inferno na europa, vai para os estados unidos disputar o titulo mundial dos meio pesados.

Durante uma luta relativamente facil, Schmelling sofre um golpe baixo e com a desclassificação do lutador americano, sagra-se campeão mundial de boxe.

Só alegria certo? Nããão!

Como não venceu a luta por nocaute e sim por pontos, no inicio foi recebido na Alemanha como um vencedor, mas que conquistou o titulo por sorte, provocando por parte dos alemães, reações como: insultos e piadas de um comediante local por exemplo.

Mesmo assim, Schmelling  não se abate começa  a preparação para defender seu titulo, ao mesmo tempo em que tenta conquistar atriz tcheca Anny Ondra e evitar os assedios dos nazistas, que desejam trasnforma-lo numa especie de garoto propaganda da supremacia ariana.


 















Mas, Max Schmelling não aceita as ordens de Hitler, e de inicio consegue não ter sua imagem associada aos ideais nazistas.

Após uma serie de vitórias, a maioria por nocaute contra lutadores de primeira linha, Max Schmelling consegue reverter à opinião publica sobre ele e passa a ser visto como o grande boxeador que é, e não como algum que venceu por pura sorte. Mas sua grande conquista nesse período foi o coração de Anny Ondra.


Apesar de tudo andar tão bem, o surgimento nos estados unidos de um boxeador chamado Joe Louis (um dos maiores, de todos os tempos e negro), fez com que Max Schmelling se vice na difícil tarefa de enfrenta-lo e recuperar sua imagem, que havia sido arranhada depois de perder uma luta por pontos, luta claramente manipulada já que Max Schmelling dominou a luta do começo ao fim e mesmo assim os juízes o tiraram o titulo de campeão.

De inicio os nazistas foram contra a luta entre Schmelling e Joe Louis, mas Hitler viu como uma grande oportunidade de provar a supremacia alemã em pleno solo americano que até ali ainda não havia entrado na segunda guerra.



Mesmo vendo seu empresario e amigo, sendo perseguido por ser judeu e sua amada Anny Ondra ser banida do cinema alemão por ser tcheca, Schmelling vai até a América enfrentar Joe Louis não por Hitler, mas pra fazer o que ama lutar boxe, tanto que entre ele e Joe louis, acaba nascendo uma amizade que dura até o fim da vida de Louis em 1983.

Schmelling vence a o campeão americano, volta pra Alemanha campeão, mas sem o empresário e amigo que não quis voltar para ser perseguido pelos nazistas.

Vendo o avanço cada vez maior do nazismo em Berlim, e sabendo que se saísse da Alemanha seus parente e amigos seriam perseguidos, Schmelling decide então mudar para o interior e também, deixar sua imagem ser associada ao nazismo, tornando-se o campeão de Hitler.


Joe Louis vs Max Schmeling
A luta do século

Mas, Joe Louis pede uma revanche, Schmelling aceita o desafio e perde por nocaute com dezoito segundos de luta, volta para alemanha sem a pompa de antes, inconformado tenta marcar outra luta contra Joe louis, mas Hitler decide enviar o homem que humilhara a alemanha perdendo para um negro para a morte e convoca o cara para a força aérea.

Bom, vou parar por aqui, senão eu conto o filme todo, e fazer resenha não é e o objetivo desse blog.

O que me fez escrever sobre este filme, foi justamente a dita “injustiça” que Silvester Stalone teria sofrido no Oscar desse ano.
agradando ao monstro para proteger quem ama
Quando eu vi este filme, me deu uma vontade de pensar a respeito de justiça, injustiça, traição e falsidade. Coisas que andam em destaque na agenda da mídia pelo menos no Brasil.

A estória de Max Schmelling, um homem que viveu como todos nós deveríamos viver, sem preconceitos, com a vaidade na medida certa e foi vitima das próprias crenças, entre elas certeza de que todos somos uma só raça mexeu comigo e acredito que fez o mesmo com quem viu o filme que (Por falar em injustiça) não concorreu ao Oscar em 2011.
 mandado a guerra pra morrer

Veja o filme e pense sobre seus conceitos e pré-conceitos. Pense se vale a pena cultivar certas paranóias, como a tal valorização da raça A, B ou C.

Max Schmelling, foi daquelas pessoas raras, que não via nacionalidade, cor da pele ou religião, mas via apenas pessoas mesmo sendo seus adversários. E garanto que não ficaria triste por não ganhar uma estatua estúpida, mas sim por não fazer uma boa luta.


E alem disso é sempre bom ver um filme, em que o herói até fica com a garota, mas não se levanta no final.



o campeao de hitler h
2010  Filme de Esportes-Drama 2h 3m
Data de lançamento: abril de 2010 mundial

Max Schmelling:
 Henry Ma
 Direção: Uwe Boll
Roteiro: Timo Berndt
Fotografia: Mathias Neumann

 
joe louis e shmelling amigos e rivais