por: markos paullo
Joshua é um adolescente, morador de rua, que tem um grande talento para a pintura, mas devido a seu temperamento explosivo, vive se metendo em problemas com a lei. Após invadir uma mansão, Joshua é preso por invasão e acaba sob custodia de uma assistente social, que começa a investigar o paradeiro da mãe de Joshua e a procurar uma forma de tirá-lo das ruas.
Enquanto isso Everly Campbel o dono da mansão que joshua invadiu e que na verdade é um vendedor de falsificações de quadros raros, descobre que uma de suas “obras” que estava incompleta havia sido misteriosamente terminada. Conclui também que só poderia ter sido trabalho de joshua.
Como a pessoa que antes fazia as falsificações, havia deixado de trabalhar com Everly Campbel, Ele decide retirar joshua da cadeia e treina-lo para ser seu novo falsificador, sob o pretexto de ajuda-lo a melhorar de vida tornando-se seu tutor. Começa ai uma estória que mostra muito, da face oculta do glamouroso mundo dos colecionadores de arte.
Mas, não vou contar o filme todo só vou publicar a ficha técnica no fim do post como sempre faço. O que eu que eu quero mesmo é externar uma conclusão a qual cheguei depois de assistir a o falsificador.
Recentemente, lendo jornal me deparei com uma matéria sobre o lançamento de um livro, que abordava um tema nada usual em mesas de bar seja no brasil, ou no resto do planeta água, oops! terra. Ou seja, o roubo de obras de arte e o tipo de coisa que o dinheiro conseguido com estes roubos financia.
Pouca gente (sabe incluindo as autoridades de países subdesenvolvidos como o Brasil), mas o roubo de peças de arte é um dos três meios que grupos terroristas e cartéis de droga, usam para levantarem fundos e assim manter suas operações.
Como assim?
É simples, quando você rouba dinheiro, ou joias cama muito a atenção de órgãos de segurança como a policia, mas se você rouba um quadro por exemplo é tratado como roubo de menor importância. Afinal de contas, “esse negocio de arte é coisa de gente rica que não tem com o que gastar seu dinheiro e em vez de ajudar os que precisam, preferem comprar quadros, vasos, estátuas estas frescuras de gente rica”.
Perceba que as aspas, foram para mostrar minha discordância com tal preconceito. Continuemos.
O fato é que sabendo disso, muitos bilionários, sheiks árabes e políticos mundo afora, buscam sempre ampliar suas “coleções” com itens raros e que muitas vezes são dados como desaparecidos ou mesmo destruídos.
Daí surgem mercenários que por quantias interessantes, se passam por caçadores de relíquias, descobrindo o paradeiro de obras que tanto comichão provoca nos nobres “colecionadores” mercenários estes, que na maioria dos casos, são membros de grupos terroristas cartéis de drogas como bem disse anteriormente.
E isso não é delírio, Interpol, cia, fbi; todas essas agencias possuem toneladas de provas coletadas em décadas de investigações feitas ao redor do globo. Mas, você deve estar se perguntando, onde entra o falsificador nessa conta? Eu chego lá. É um processo de interligação. Acompanhe meu raciocínio.
Um cara rico compra um quadro muito raro, nas mãos de um vendedor de arte, que milagrosamente, consegue encontrar peças de arte que muitos dão como impossível de se encontrar, pela mixaria de cinco milhões de dólares.
Ai, sua casinha é invadida. E a única coisa que é roubada é seu raríssimo Picasso de cinco milhões, que teoricamente ninguém saberia de sua existência, já que o cara rico pediu sigilo ao vendedor de arte.
Logo na sequência, o mesmo grupo que invadiu a casa do cara rico, vende o Picasso para um cara mais rico ainda, que paga sei lá, quinze milhões pelo quadro. O grupo de ladrões/cartel de medelim/alceada, pega os quinze milhõezinhos e gasta tudo em fuzis, pistolas e metralhadoras.
Pra terminar, outro grupo invade a casa do cara mais rico ainda, rouba o Picasso e depois o revende para outro cara muito mais rico ainda e assim o ciclo nunca para. No fim das contas, chegamos à conclusão, que tanto faz se é em nome de Alá, do dinheiro fácil ou do tal gosto refinado. No final das contas o ser humano não vale é nada.
Só que alguém sai dessa sempre no lucro. É claro que falo do falsificador. Afinal quantas dessas obras “raríssimas” serão verdadeiras e quantas, serão replicas tão perfeitas e capazes de enganar até estudiosos e especialistas renomados, que acabam sempre atestando a autenticidade das peças (ou sera que os especialistas também fazem parte do jogo?) tornando esse crime num crime perfeito.
De toda forma, acaba sendo bom quando algo tão trivial quanto um filme, consegue provocar reflexões com este pequeno momento dedutivo/investigativo/shelock que eu tive durante a uma hora e trinta minutos de o falsificador. Só espero que se você estiver lendo este post e for um amante e colecionador de arte. Bom agora que você já pagou, por esse raríssimo Frida calo na sua parede e não é simpatizante de nenhuma causa homicida e nem do crime organizado. Que tal reforçar sua segurança?
Lembre-se! Para a policia seu quadro é só um quadro, mas para outras pessoas, seu quadro é a mina de ouro, que vai financiar desde o trafico de armas e cocaina, até aquele carro bomba que vai explodir na porta de alguma escola no sei-lá-oque-quistão. Na verdade comprar dvd pirata parece ser bem mais honesto e seguro agora né?
pra terminar a nossa idefectivel ficha tecnica:
Data de lançamento: 3 de julho de 2012
Dirigido Por: Lawrence Roeck
Elenco:Alfred Molina, Lauren Bacall, Josh Hutcherson, Heyden Panettiere
Link do youtube:
Domingo que vem agente volta com mais nerdices edificantes para vocês!
Namastê





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