domingo, 6 de março de 2016

O campeão de Hitler



O campeão de Hitler
                                                                      por: markos paullo

A década é a de 1930, Max Schmelling (pronuncia-se ximélin) é um boxeador alemão, que enquanto o nazismo vai fincando suas raízes na Alemanha e fazendo o inferno na europa, vai para os estados unidos disputar o titulo mundial dos meio pesados.

Durante uma luta relativamente facil, Schmelling sofre um golpe baixo e com a desclassificação do lutador americano, sagra-se campeão mundial de boxe.

Só alegria certo? Nããão!

Como não venceu a luta por nocaute e sim por pontos, no inicio foi recebido na Alemanha como um vencedor, mas que conquistou o titulo por sorte, provocando por parte dos alemães, reações como: insultos e piadas de um comediante local por exemplo.

Mesmo assim, Schmelling  não se abate começa  a preparação para defender seu titulo, ao mesmo tempo em que tenta conquistar atriz tcheca Anny Ondra e evitar os assedios dos nazistas, que desejam trasnforma-lo numa especie de garoto propaganda da supremacia ariana.


 















Mas, Max Schmelling não aceita as ordens de Hitler, e de inicio consegue não ter sua imagem associada aos ideais nazistas.

Após uma serie de vitórias, a maioria por nocaute contra lutadores de primeira linha, Max Schmelling consegue reverter à opinião publica sobre ele e passa a ser visto como o grande boxeador que é, e não como algum que venceu por pura sorte. Mas sua grande conquista nesse período foi o coração de Anny Ondra.


Apesar de tudo andar tão bem, o surgimento nos estados unidos de um boxeador chamado Joe Louis (um dos maiores, de todos os tempos e negro), fez com que Max Schmelling se vice na difícil tarefa de enfrenta-lo e recuperar sua imagem, que havia sido arranhada depois de perder uma luta por pontos, luta claramente manipulada já que Max Schmelling dominou a luta do começo ao fim e mesmo assim os juízes o tiraram o titulo de campeão.

De inicio os nazistas foram contra a luta entre Schmelling e Joe Louis, mas Hitler viu como uma grande oportunidade de provar a supremacia alemã em pleno solo americano que até ali ainda não havia entrado na segunda guerra.



Mesmo vendo seu empresario e amigo, sendo perseguido por ser judeu e sua amada Anny Ondra ser banida do cinema alemão por ser tcheca, Schmelling vai até a América enfrentar Joe Louis não por Hitler, mas pra fazer o que ama lutar boxe, tanto que entre ele e Joe louis, acaba nascendo uma amizade que dura até o fim da vida de Louis em 1983.

Schmelling vence a o campeão americano, volta pra Alemanha campeão, mas sem o empresário e amigo que não quis voltar para ser perseguido pelos nazistas.

Vendo o avanço cada vez maior do nazismo em Berlim, e sabendo que se saísse da Alemanha seus parente e amigos seriam perseguidos, Schmelling decide então mudar para o interior e também, deixar sua imagem ser associada ao nazismo, tornando-se o campeão de Hitler.


Joe Louis vs Max Schmeling
A luta do século

Mas, Joe Louis pede uma revanche, Schmelling aceita o desafio e perde por nocaute com dezoito segundos de luta, volta para alemanha sem a pompa de antes, inconformado tenta marcar outra luta contra Joe louis, mas Hitler decide enviar o homem que humilhara a alemanha perdendo para um negro para a morte e convoca o cara para a força aérea.

Bom, vou parar por aqui, senão eu conto o filme todo, e fazer resenha não é e o objetivo desse blog.

O que me fez escrever sobre este filme, foi justamente a dita “injustiça” que Silvester Stalone teria sofrido no Oscar desse ano.
agradando ao monstro para proteger quem ama
Quando eu vi este filme, me deu uma vontade de pensar a respeito de justiça, injustiça, traição e falsidade. Coisas que andam em destaque na agenda da mídia pelo menos no Brasil.

A estória de Max Schmelling, um homem que viveu como todos nós deveríamos viver, sem preconceitos, com a vaidade na medida certa e foi vitima das próprias crenças, entre elas certeza de que todos somos uma só raça mexeu comigo e acredito que fez o mesmo com quem viu o filme que (Por falar em injustiça) não concorreu ao Oscar em 2011.
 mandado a guerra pra morrer

Veja o filme e pense sobre seus conceitos e pré-conceitos. Pense se vale a pena cultivar certas paranóias, como a tal valorização da raça A, B ou C.

Max Schmelling, foi daquelas pessoas raras, que não via nacionalidade, cor da pele ou religião, mas via apenas pessoas mesmo sendo seus adversários. E garanto que não ficaria triste por não ganhar uma estatua estúpida, mas sim por não fazer uma boa luta.


E alem disso é sempre bom ver um filme, em que o herói até fica com a garota, mas não se levanta no final.



o campeao de hitler h
2010  Filme de Esportes-Drama 2h 3m
Data de lançamento: abril de 2010 mundial

Max Schmelling:
 Henry Ma
 Direção: Uwe Boll
Roteiro: Timo Berndt
Fotografia: Mathias Neumann

 
joe louis e shmelling amigos e rivais

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Capitão sky e o mundo do amanhã


resenha                                                                                                           por: markos paullo

Lançado em 2004, capitão sky e o mundo do amanhã, nasceu mesmo 1998 quando o roteirista e diretor Kerry Conran, produziu um curta metragem de seis minutos.

Este curta serviu de cartão de visitas, para as produtoras de cinema norte americanas, na tentativa de transformar um sonho em realidade, produzir seu primeiro filme.

Só que Kerry Conran acabou criando algo, bem mais interessante do que inicialmente havia planejado pelo menos eu acredito nisso.

O que vemos hoje, são historias em quadrinho virando filmes, mas capitão sky e o mundo do amanhã naquela momento seguiu na contramão, ou melhor dizendo acabou tornando-se um filme que virou uma historia em quadrinho.

Toda a estética, fotografia, movimentação de câmeras, cenários, diálogos; ou seja, absolutamente tudo em capitão sky e o mundo do amanhã, foi baseado na concepção de uma HQ, mesmo não sendo bem essa a intenção.

A historia se não fosse um roteiro de cinema, facilmente chegaria às bancas na forma de uma Graphic Novel que deixaria o mestre Will Eisner, orgulhoso por mais um discípulo, veja a sinopse ai em baixo:



Dr- Totenkopf um cientista desaparecido a pelo menos 20 anos, desenvolveu um plano para exterminar a humanidade, mas antes levaria todas as outras espécies animais para fora da terra numa “arca de noé espacial” e logo em seguida um artefato nuclear explodiria, dizimando toda a humanidade, que na visão dele já estava fadada a extinção.



Temos então: um aventureiro, uma intrépida repórter, uma vilã misteriosa, robôs gigantes, asas robôs voadoras e é claro armas de laser. Achou isso batido? Pode a te ser nos dias de hoje, só que tudo isso se passa nos anos de 1930. Calma eu espero você levantar seu maxilar e fechar a boca.

E ai, dava ou não uma grande historia em quadrinho?   

Só que Kerry Conran não é quadrinista, o negocio do cara é cinema, mas como toda a parte visual do filme ficou a cargo de Kevin Conran (sim são parentes) que é cartunista, o story board do filme (um tipo de roteiro com imagens), foi todo feito em quadrinhos, alem das filmagens ter ocorrido somente em studio, o que deu asas enormes para a imaginação da equipe de efeitos visuais.

A mistura da arquitetura, da moda dos anos 30 com tecnologias futuristas; é o que da ao capitão sky e o mundo do amanhã, uma textura que eu pelo menos não havia visto no cinema, mas é muito comum em trabalhos de artistas como: moebios, will eisner e hergé, quero dizer que poucas obras tem as feições de seus autores e este filme em particular tem a assinatura de seus produtores em cada minuto, do inicio aos créditos finais.



Quando assisti capitão sky e o mundo do amanhã pela primeira vez, fiquei surpreso em ver o cinema se metamorfoseando em outra forma de linguagem, e mais surpreso que essa linguagem fosse à dos quadrinhos para o qual os críticos tanto torcem o nariz.






Mas hoje vendo o filme mais maduro, consigo enxergar um experimento visual, uma busca por outras formas de dar fôlego a sétima arte e principalmente, uma procura por novos caminhos estéticos e técnicos para produzir um grande filme, que bom que no caso do capitão sky e o mundo do amanhã, o caminhos escolhido foi das historias em quadrinho.

Só pra encerrar, fichinha técnica do filme:

Titulo: capitão sky e o mundo do amanhã
Lançamento: 2004
Direção e roteiro: Kerry Conran
Produção: independente

Elenco: Jude Law – Capitão Sky
            Gwyneth Paltrow – Polly Perkins
            Angekina Jolie -Franky  

Curiosidades: Toda arquitetura da nova york retratada no filme, foi inspirada nos desenhos em carvão de: Hugh Ferris, ilustrador e arquiteto dos anos 1930.

E o designer dos carros, aviões e porta aviões veio do trabalho dos ilustradores e industriais: Raymond Lowe e M-Borgetti que são o responsáveis pelo visual aerodinâmico dos veículos da década de 30 e não o estilo “art decô” como muita gente acredita.



Domingo que vem, agente volta com mais nerdices pra todos. Vida longa e prospera!



sábado, 6 de fevereiro de 2016

Dylan e seus dilemas



Dylan e seus dilemas

Ola pessoas. ò nois aqui de novo! fugindo da folia (hoje é domingo de carnaval), mas o papo dessa semana e musica espero que quem ler goste do post.

Imagine-se nesta situação: você é um poeta, no auge da fama, a voz de uma geração (ou pelo menos o rotulam assim), sua poesia, contesta e provoca nas pessoas, exatamente quilo que você deseja que ela provoque reflexão aos antenados, mas revolta nos idiotas do tipo: farsistas, racistas, “conservadores”; essas coisas.

Mas você não esta feliz. Você conseguiu algo muito difícil. Sua obra não ficou limitada aos limites de uma folha de papel, mas sim ecoou pelo ar em ondas de radio, que levavam sua voz nasal e seus textos nem sempre rimados em forma de canção, quase sempre no formato: voz, gaita e violão.

Só que você não esta feliz. Você não esta triste, mas também não esta feliz. Sentimentos dissonantes que não combinam com só toca acordes naturais. Mesmo assim você continua a fazer as coisas como sempre fez e o deixaram orgulhoso, até finalmente perceber que aquele caminho, não te pertence mais.

E ai pôs a massa encefálica pra trabalhar? Desagradável de viver não?

Pois então vamos ao ponto:

Como o titulo deste post já diz, o personagem em questão é nada mais do que Bob Dylan (se você não conhece esta lendo o blog errado), que no final dos anos 70, se via aos 39 anos, vivendo uma crise existencial que acabaria levando-o a se reconciliar com Deus (o cara era meio judeu, meio ateu sei lá) e a produzir um senhor álbum.

Após viver intensamente os anos 60, ter produzido grandes canções e se firmado como um dos artistas mais influentes na musica popular do século 20. Bob dylan passou a maior parte da década de 70, em constante metamorfose. Abandonou o folk e se entregou ao blues e ao rock, o que lhe rendeu o rotulo de traidor por muitos de seus “fãns”.

Mas, a grande metamorfose não foi musical e sim no comportamento.

Aos poucos, boatos de que ele havia se convertido ao cristianismo, pipocavam pelas redações de revistas especializadas em musica, rádios e tvs de toda a américa. Mas como é habito de Dylan, logo ele veio a publico e confirmou que não eram boatos e sim fatos.

“É difícil acreditar que Bob Dylan encontrou cristo” disse algum jornalista maldoso. De toda forma o grande fato não foi a conversão de bob ao cristianismo, mas sim os frutos musicais dessa conversão.


“as pessoas acham que deus, só entra na nossa vida, quando estamos: tristes, velhos ou pra morrer; comigo não foi assim”

Bob Dylan


Enquanto muita gente se atinha ao lado religioso da coisa, a cabeça do artista pré-produzia um trabalho sem igual, tão intenso que seria capaz de converter qualquer não fãn de rock em Dylanista fiel e fervoroso.

Agora chega de enrolação. Em 1979 Slow Train Coming, desembarca nas lojas de discos dos estados unidos. Era o primeiro álbum de Bob Dylan, vivendo seu momento cristão renascido, mas ao contrario do que muitos pensavam, em vez de um disco gospel (tipo os da fase brega do Elvis) Dylan lançou um disco inspirado pelo blues e abordando basicamente os mesmos temas que sempre abordou em suas letras, mas agora de uma forma menos direta e agressiva.


Tudo isso faz de Slow Train, um trabalho que consegue ser ao mesmo tempo suave aos ouvidos, mas agressivo em sua atitude de mostrar aos críticos, que é possível ser espiritualizado sem ser fanático, depressivo ou piegas.

Apesar de muitas das faixas de Slow Train fazerem referencia a temas bíblicos como: when he returns (quando ele retornar), Bob Dylan mostra em todo o disco que ele ainda esta lá, que não havia sido substituído por uma versão crente e menos poética de si mesmo.

Na verdade, ouvindo as canções deste “trem lento”, é possível descobrir de onde vêem a influencia para muitos dos que tem coragem de falar em Deus, Buda e de qualquer outra religião ou mesmo filosofia de vida em suas canções.

Não sei se Renato Russo, Bono e Raul Seixas por exemplo, chegaram a fazer as pazes com alguma divindade ao qual tenham renegado, mas sei que se não fosse por Slow Trayn ( e pode ter certeza que eles ouviram muito este disco) eles e muitos outros “poetas do rock”, jamais existiriam.

Resumindo a opera. Se você não conhece a obra de Bob Dylan ou torce o nariz pra aquela voz nasal do cara, faça um esforço e como Dylan, tente entender algo que você renega e se reconciliar com os bons sons. Se possível comece ouvindo Slow Train pode ser que você surpreenda.

 
 Slow train coming
 Lançamento: agosto de 1979
Prudução: jerry wexler e barry backett

Curiosidade: mark knopfler (dire straits) toca todas as guitarras do disco



Até domingo que vem com mais nerdices.



domingo, 24 de janeiro de 2016

as palavras


“Palavras, apenas palavras!”
                                                                                                                                                 Cássia eller







Rory Jansen (Bradley Cooper de: se beber não case 1 2 e 3) trabalha em uma editora de livros e sonha em publicar ter um livro próprio livro, mas a cada nova tentativa se convence de não ser capaz de escrever algo realmente bom.
Até que um dia, em uma pequena loja de antiguidades, ele encontra uma pasta com várias folhas amareladas. Rory começa a ler e logo não consegue tirar a história da cabeça e resolve transcrevê-la para o computador, palavra por palavra, e apresenta-la como se fosse sua. 




copiar e colar



O texto é publicado, Rory se torna um sucesso de vendas e finalmente as coisas começam a dar certo. Entretanto, tudo muda quando ele conhece “o senhor” (Jeremy Irons), um homem que se apresenta como dono do diário que Rory transcreveu. Ele revela que cada palavra escrita é real e estranhamente decide contar sua historia de vida para Rory.






No decorrer da historia, Rory se vê em um dilema: contar à verdade que ele na verdade é uma fraude, ou manter seu segredo e continuar a viver um sucesso imerecido? O tempo passa e o objetivo do “senhor” parece ter sido alcançado, fazer com que Rory pense no que fez e sofra com a própria culpa.

o encontro com a verdade



Antes de você perguntar, por que decidi escrever sobre este filme, gostaria de adiantar que não se trata de uma historia totalmente fictícia.

O numero de escritores, pintores e compositores fantasmas é enorme. Você pode não acreditar, mas por trás de muitos nomes consagrados do meio artístico, na verdade estão um cem numero de verdadeiros autores das “obras” as quais eles assinam.



Quanto ao roubo de idéias alheias, também é mais comum do que se pode imaginar. No Brasil então é mato, por isso assista AS PALAVRAS, faça uma pesquisa a respeito de processos movidos contra grandes artistas por roubo de musicas, livros etc e talvez você perceba que os “reis” na verdade estão nus.  

 
 As Palavras
lançamento: 23 de novembro de 2012 (1h36min)

Dirigido por:  Brian Klugman, Lee Sternthal

Com: Bradley Cooper, Zoe Saldana, Dennis Quaid

Gênero: Drama , Romance

Nacionalidade: EUA

Formatos: DVD & Bluray


veja o filme no you tube

https://www.youtube.com/watch?v=hWxNbRfFEzU








 

sábado, 16 de janeiro de 2016

Afrociberdelia 20 anos, mas muito atual.



Este ano um dos discos mais interessantes já produzidos no Brasil, comemora 20 anos de seu lançamento. Estou falando do segundo álbum da Nação zumbi ainda com Chico Science vivo.

Mas, vamos falar do disco.

Afrociberdelia é o nome do cd, mas poderia ter sido batizado de: “manual pratico para quem sofre de bloqueio criativo”; mas Afrociberdelia esta bom!

Poucas vezes fiquei baqueado com a morte de um artista, só a morte de Chico Sciense mexeu comigo de um jeito meio diferente. Eu não vi apenas a morte de um sujeito talentoso, que ainda teria muito a mostrar, mas sim a interrupção de um momento muito bacana da musica brasileira, que poderia ter nos levado a uma realidade diferente nos dia de hoje.

Gravado e lançado no ano de 1996, após um bem sucedido disco de estréia, com musica em novela da rede globo e tudo (disco sobre o qual também vou escrever em breve), Chico e seus asseclas precisavam enfrentar o temor de todo artista iniciante: o segundo trabalho.

E não é que os caras, simplesmente me gravam o melhor disco da década de 90?

Polemica a parte, poucas vezes um artista entrou no estúdio e saiu de lá, tão de cabeça erguida como Chico sciense & nação zumbi deevn]m ter saído após ouvir a mixagem final de Afrociberdelia. O álbum consegue ser um espécime de paradoxo musical, pois é eclético (no bom sentido) e homogêneo ao mesmo tempo.

O maracatu, hip-hop, samba, rock e é claro a poesia brejopolitana das letras de Chico Science, conseguem conviver em harmonia. O que para quem se propõe a tais façanhas musicais, na maioria das vezes acaba se tornando uma armadilha fácil de cair, mas pra sair.........


Pra mim vinte anos depois, este é um dos poucos trabalhos de um artista brasileiro, que consegue soar atemporal, coisa muito difícil o que confere ao Afrociberdelia um status privilegiado. Principalmente levando-se em conta que a própria nasção zumbi, não conseguiu produzir nada semelhante após a perda de seu cantor e que seus companheiros de geração: skank, jot quest e o rappa por exemplo, até hoje devem um grande álbum.


 


 Muitos que conhecem o trabalho de chico science gostam de destacar as letras do primeiro álbum como melhores que as do Afrociberdelia, até concordo, mas eu sou um colecionador de frases e neste cd em particular  encontrei frases que guardo no subconsciente e só me fazem admirar mais a caneta de mister Chico Ciência, por exemplo:




“deixar que os fatos, sejam fatos naturalmente, sem que sejam forjados para acontecer. Deixar que os olhos vejam pequenos detalhes lentamente, deixar que as coisas que lhe circundam estejam sempre inertes, como moveis inofensivos pra lhe  servir quando for preciso e nunca lhe causar danos morais, físicos ou psicológicos”.



Captou amado mestre? 
Em suma um trabalho, feito com zelo, produzido apenas para registrar canções, mas acabou virando algo mais do que isso pelo menos para este que vos escreve.


No mais fica ai a dica d sempre. Se você não leia, se não viu veja e no caso deste post se nunca ouviu aconselho que ouça mesmo que não goste, a experiência já valera a pena afinal como disse o próprio Chico Sacience:

“um passo a frente  e você não esta mais no mesmo lugar”!

Até domingo que vem.