Este ano um dos discos mais interessantes
já produzidos no Brasil, comemora 20 anos de seu lançamento. Estou falando do
segundo álbum da Nação zumbi ainda com Chico Science vivo.
Mas, vamos falar do disco.
Afrociberdelia é o nome do cd,
mas poderia ter sido batizado de: “manual pratico para quem sofre de bloqueio
criativo”; mas Afrociberdelia esta bom!
Poucas vezes fiquei baqueado com
a morte de um artista, só a morte de Chico Sciense mexeu comigo de um jeito
meio diferente. Eu não vi apenas a morte de um sujeito talentoso, que ainda
teria muito a mostrar, mas sim a interrupção de um momento muito bacana da
musica brasileira, que poderia ter nos levado a uma realidade diferente nos dia
de hoje.
Gravado e lançado no ano
de 1996, após um bem sucedido disco de estréia, com musica em novela da rede
globo e tudo (disco sobre o qual também vou escrever em breve), Chico e seus
asseclas precisavam enfrentar o temor de todo artista iniciante: o segundo
trabalho.
E não é que os caras,
simplesmente me gravam o melhor disco da década de 90?
Polemica a parte, poucas vezes um
artista entrou no estúdio e saiu de lá, tão de cabeça erguida como Chico
sciense & nação zumbi deevn]m ter saído após ouvir a mixagem final de
Afrociberdelia. O álbum consegue ser um espécime de paradoxo musical, pois é
eclético (no bom sentido) e homogêneo ao mesmo tempo.
O maracatu, hip-hop, samba, rock
e é claro a poesia brejopolitana das letras de Chico Science, conseguem
conviver em harmonia. O
que para quem se propõe a tais façanhas musicais, na maioria das vezes acaba se
tornando uma armadilha fácil de cair, mas pra sair.........
Pra mim vinte anos
depois, este é um dos poucos trabalhos de um artista brasileiro, que consegue
soar atemporal, coisa muito difícil o que confere ao Afrociberdelia um status
privilegiado. Principalmente levando-se em conta que a própria nasção zumbi, não
conseguiu produzir nada semelhante após a perda de seu cantor e que seus
companheiros de geração: skank, jot quest e o rappa por exemplo, até hoje devem
um grande álbum.
“deixar que os fatos, sejam fatos
naturalmente, sem que sejam forjados para acontecer. Deixar que os olhos vejam
pequenos detalhes lentamente, deixar que as coisas que lhe circundam estejam
sempre inertes, como moveis inofensivos pra lhe
servir quando for preciso e nunca lhe causar danos morais, físicos ou
psicológicos”.
Captou amado mestre?
Em
suma um trabalho, feito com zelo, produzido apenas para registrar canções, mas
acabou virando algo mais do que isso pelo menos para este que vos escreve.
No mais fica ai a dica d sempre.
Se você não leia, se não viu veja e no caso deste post se nunca ouviu aconselho
que ouça mesmo que não goste, a experiência já valera a pena afinal como disse
o próprio Chico Sacience:
“um passo a frente e você não esta mais no mesmo lugar”!
Até domingo que vem.


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